quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Independência ou Morte!

No embalo do 7 de setembro, resolvi colocar em pauta um tema polemico. Independência... Como ela se encaixa na nossa nova estrutura de casos/namoros/rolos/ficantes/namoridos/relacionamentos-semi-casuais em nossa libidinosa sociedade pós-moderna.

Vamos parar por um segundo para analisar uma questão extremamente polemica. De acordo com 94,35% das minhas amigas mulheres, independência é um fator que a maioria dos homens acha indesejável nas mulheres, pois temem uma mulher independente.

Não posso deixar de achar isso estranho dado que sempre foi algo que eu valorizei muito nas raríssimas mulheres em que encontrei esta característica. Até porque mulheres realmente independentes são tão raras quanto mulheres realmente engraçadas (alias... porque mulheres engraçadas são tão raras? Papo para outro post.)...

Porem desde a revolução cientifica, a revolução industrial e a revolução feminista, que as mulheres são cada vez mais incentivadas a serem independentes e “modernosas”.

Se me perguntarem, é um tremendo de um presente de grego essa independência toda. Agora, alem de todos as clássicas inconveniências de ser mulher (depilação, maquilagem, menstruação, dor do parto, etc... Nascer mulher é um carma!) vocês ganharam as clássicas inconveniências de ser homem (ter uma carreira bem sucedida, ser competitivas, ganhar dinheiro, etc...) e ainda por cima perderam todas as benesses que tinham em compensação (alguém te protegendo, mandando flores, pagando a conta, abrindo as portas, etc).

Porem, como amante incondicional da liberdade que sou, entendo este movimento. Acredito que o valor do “ser livre” é inestimável e nenhum preço é grande demais para conquistá-lo.

Mas vamos refletir um pouco mais sobre isso. O grande perigo da independência quando levado ao seu extremo, é que ela vira individualismo. Este problema é mais comum no homem do que na mulher.

Vide o Tio Sukita que com 40 anos anda saindo com uma menina de 22 anos, e nunca perde uma micareta. Ele só anda com os universitários e toda a vez que uma menina fala a palavra namoro ele tem de tomar um calmante.

Essa cara do individualismo é marcado por não querer se amarrar a ninguém (alguém lembrou do Fanfa?), nem depender de ninguém. Normalmente preferem morrer de fome e de lisura do que pedir ajuda (ou informações sobre como chegar no supermercado).

Acho que não é a toa que ambos os termos começam com “ind”. Então fiz um breve resumo da visão dos nossos dois heróis, Fanfa e Covs, sobre o tema, particularmente no que tange as nossas interações com o mundo feminino.

“Fanfa, o que você acha sobre o assunto independência?”

“Independência é essencial. A minha independência é claro... alias... para que exista a minha independência tem de ter a independência delas também. Afinal de contas, se ela ta grudando direto, não rola... preciso do meu espaço, do meu tempo... nada de ficar me ligando muito ou mandando mil mensagens de texto, muito stress.”

Nisso o Covs retruca animadamente;

“Caraca irmão, pela primeira vez na vida concordo com o Fanfa. Mulheres independentes são o que há! Odeio a menina que fica sempre grudando, e não consegue pensar/fazer nada sozinha. O namoro tem de ser entre duas pessoas independentes, uma troca entre iguais...”

E o Fanfa retruca:

“Quem falou em namoro seu imbecil? Tamos falando de independência!”

“E você acha que não pode ocorrer um namoro entre pessoas independentes? A escolha do compromisso é o que faz...”

“bla bla bla bla.... Já reparou que quando perguntam se você ta namorando e você responde que ta solteiro normalmente respondem:

[Aproveita Fanfa! O tempo passa rápido. Ai que saudades da minha época de solteiro...]

Quando foi a ultima vez que te falaram?

[Grande Covs! Você ta namorando? Aproveita irmão, ai que saudades da época em que namorava.]”

Silencio do Covs que continua encarando o Fanfa com uma cara de ódio puro...

Tive de intervir para manter a paz. Porem, logo a discussão se deu em termos mais amigáveis e fizemos a seguinte pergunta:

Será que existem mulheres realmente independentes?

De acordo com o Fanfa e o Zeca Pagodinho: “Nunca vi nem comi, eu só ouço falar.” (fonte: Caviar by Zeca Pagodinho).

Não concordo com eles. Até porque a alguns poucos meses atrás conheci uma bela senhorita que se encaixa perfeitamente no quesito de mulher independente e que mecheu muito comigo. Somente isto ja serviria de contra exemplo para a teoria de não existem mulheres independentes.

Porem tenho de admitir que as mulheres verdadeiramente independentes são raríssimas. Diria que quase nunca ocorrem in natura, pois para ser independentes elas tem de ir contra muito do que a sociedade prega como correto para “meninas boas”.

Porem, depois de muita discussão e indecisão conseguimos chegar a pelo menos uma conclusão. A pior independência é a falsa independente (F.I.).

Vocês todos já conheceram, aquela menina com discurso pos-moderno e progressista. A F.I. não quer se atar, ela esta vivendo um “momento dela”. Ela também não precisa de nenhum homem e ela... “tipo assim... me basto... saca?”. Ela é bonita, ganha o seu próprio dinheiro, tem cabeça feita, e sabe o que quer, e NUNCA vai deixar um homem entrar entre ela e uma amiga.

Só que ela esconde um segredo horrível. Sempre que a F.I. conhece um Fanfa genérico, e ela se derrete toda. Voltam todas as noções românticas com relação a encontrar o seu príncipe encantado e o seu casamento de véu e grinalda.

Enfia a faca na amiga apaixonada, corre atrás do carinha, usa de todos os artifícios e em tempo recorde, ela vira um grude.

Coerência neh meninas?

Fica um recado, para as feministas de plantão, cuidado com essa historia de pregar igualdade. Um dia acabam conseguindo exatamente o que vocês vem pedindo...