sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Intimidade é uma m...

Sabado 19 hs... Sentado no Devassa perto da praia da Barra e já bastante descontraído no embalo de seu oitavo chopp o Fanfa, que é normalmente bastante discreto sobre os seus feitos, começa a contar uma historia.

“Saca essa... tava no motel com a menina e rolou aquele sexo selvagem, desinibido. Tudo que você pode imaginar. A garota parecia um manual de instrução que tinha saído direto do Kama Sutra. Era por cima, por baixo, pela frente, por trás, pelos lados... Resumindo... química pura...”

“Depois de ter rolado tudo o que tinha que rolar estávamos deitados, satisfeitos e cansados, rolando aquele carinho pós-coito e resolvi convidar ela para tomar um banho comigo. E ai, do nada a mulher me manda essa:”

“- Banho? Haaaaaaa não... banho é uma coisa muito intima!”

Neste momento, todos riram. E uma menina da mesa levantou:

“Perai! Mas é intimo mesmo... eu não tomo banho na frente de ninguém...!”

Pronto! Estava armado a balburdia, discussão e discórdia. O que se seguiu foi uma discussão extensa sobre o que constitui ou não intimidade. Afinal de contas, existe algo mais intimo do que sexo ?!?!?

No final das contas chegamos a conclusão que a famosa situação de cagar ou não de porta aberta na frente de um terceiro era sim mais intimo do que o sexo (e muito mais desagradável). Junto a essa situação unânime agrupamos o pum compartilhado, e outros pontos desagradáveis da intimidade.

Porem, o banho foi a linha divisória. Algumas pessoas consideram o banho como uma atividade extremamente intima e outras não. E o Fanfa? O Fanfa nunca tinha parado para pensar no fato, até porque ele não entendia direito como funciona esse negocio de intimidade.

Existe aquele famoso dito popular: “Intimidade é uma merda!” Mas seria mesmo? E mais importante, qual o efeito que a intimidade tem sobre sexo (que é o que nos interessa como homens em geral)?

Normalmente, homens que somos, vivemos apavorados de intimidade. Pois ela é prima do famoso compromisso, que pira a cabeça de qualquer Homo Sapiens de gênero masculino. Porem existiria algo que redimisse aquela questão sobre a intimidade?

Eis que o Covs se manifesta:

“Cara... se liga... intimidade não é sempre ruim. Ter alguém do seu lado que você não precisa ficar se preocupando 24 horas se esta te julgando ou não é sempre bom. Isso sem contar que a mulher já sabe o que você gosta, cada um conhece o corpo do outro, rola aquele carinho gostoso, aquele soninho de conchinha, etc... sexo com intimidade é a melhor coisa que tem...”

E o Fanfa responde:

“Falou o cara que não consegui ficar com uma garota 3 vezes sem namorar...”

Extensas risadas depois e o Covs tentando futilmente se justificar ponderei sobre a verdade por trás de suas palavras. Creio que intimidade tenha tudo a ver com conforto. E conforto, obviamente é importante para o sexo...

Logo em seguida o Covs lembrou bem de uma ex-namorada dele que todos conhecemos que nunca estava a vontade com ela mesma. Parecia que a menina estava sempre se recriminando. Apesar de ser muito bonita, sempre se sentia mal. Malhava como uma condenada, apesar de ter um corpo muito belo, e sempre se achava gorda (alias, toda a mulher acha isso neh?).

A sensação constante de que estava sendo julgada sempre a perseguia e ela nunca conseguiu ficar a vontade. Neste caso, nem a intimidade resgatou ela dessa situação e eles acabaram terminando.

Como a intimidade se relaciona diretamente com conforto, normalmente é a mulher que tem suas exigências com relação a intimidade. Mulheres necessitam muito mais de conforto na hora do rala e rola do que os homens. Ou não?

Foi se seguindo horas e horas de discussão sobre intimidade, sexo e as mulheres... então sem chegarmos a muita conclusão final sobre o assunto, e com a hora começando a ficar tarde. Um silencio se apoderou da mesa.

Neste momento, olhando para o relógio com um pequeno sorriso sacana, o Fanfa vira para nós e exclama:

“O papo ta muito bom... Mas tenho de lançar a pergunta... Qual é a boa?”

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Apresentando o Covinhas e o Fanfa

Hoje vou apresentá-los a dois personagens famosíssimos das noites cariocas. Os dois são grandes amigos, e obviamente, troquei os nomes para proteger os inocentes. Utilizaremos as suas denominações genéricas de Covinhas e Fanfa.

O Fanfa obteve o seu nome pela própria natureza da sua personalidade. Fanfa é derivado de fanfarrão, o que sucintamente o define por completo. Um atípico boêmio carioca, dizem que o Fanfa era um mero mortal, mas que ganhou seus super-poderes fanfarronicos quando recebeu um pé na bunda da namorada por quem era completamente apaixonado. Desde então, nunca mais quis saber de compromisso e vive de “night” em “night”.

É aquele cara frenético que todo mundo liga para saber “Qual é a boa?”. Ele conhece todo mundo, e todas as festas que estão rolando. Esta sempre com um chope na mão, e jura que nunca vai casar. Vocês devem conhecer uma figura assim, é o famoso onipresente (“Você ta em todas ein?”).

Normalmente, anda acompanhado de um caso novo, a tal ponto que as namoradas de seus amigos (que sempre odeiam quando o Fanfa os leva para a noitada) já cansaram de tentar ser amigas das meninas (“Vou esperar um pouco para ver se vinga... não quero nem conhecer essa ai, semana que vem já é outra mesmo...”).

Já o Covinhas (ou Covs, como ele é chamado pelo Fanfa) é o melhor amigo do Fanfa, e é a sua perfeita imagem espelhada. Extremamente parecido, porem oposto em todos os aspectos. Ele esta sempre namorando, é um rapaz quieto, que embora goste de sair, não é muito falante nem muito extrovertido. Dizem que o Covs só beijou alguém um dia por causa das suas covinhas que lhe dão um ar infantil que é... “tão fofinho...meu deus!”.

De acordo com o Fanfa, o Covs é meio viadinho, completamente liso, e só sai de casa quando ele insiste muito. De acordo com o Covs o Fanfa é um alcoólatra fanfarrão que tem um enorme problema de auto-estima e esta constantemente tentando se auto afirmar através de uma seqüência aleatória de relacionamentos sem compromisso.

Se me perguntarem, acho que a verdade sobre os dois é um pouco aquém das suas opiniões mutuas. Se perguntarem para eles, não sabem explicar porque são amigos, exceto pelo fato que amizade não se explica.

Estes serão os protagonistas de grande parte das historias do blog, e figurarão como os nossos guias na exploração da complicada natureza humana e sua busca pela “Boa”. Pela propria essência da sua personalidade, o Fanfa é protagonista da maior parte das historias, porem ele não seria ninguém sem o seu fiel escudeiro Covs.

Alem disso ambos são grandes amigos meus, porem ainda não sabem que eu estou publicando as suas historias na internet. Se o blog fizer sucesso eu conto para eles...

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

"Da natureza do meu Orkut"

Hoje os meus devaneios passam pela natureza destes bichinhos tecnológicos como Orkut, MSN e derivados e como eles tem mudado a nossa busca pela “Boa”.

Em primeiro lugar, solteiro no Rio de Janeiro, não pode ficar sem Orkut e MSN. São ferramentas essenciais na farpação moderna. Qualquer solteiro que se preze, já se encontrou trocando idéias com uma gatinha pelo Orkut, ou mandando aquele MSN esperto no meio do trabalho, ou até mesmo uma mensagem de texto via celular.

Porque o sucesso estrondoso destas convolutas formas de comunicação?

Uma das conseqüências desagradáveis da nossa era da comunicação é o fato de que nada mais fica escondido. Seja a noticia que a sua ex-namorada esta grávida (de outro homem... UFA!) ou a historia do aniversario daquele seu “amigo” que não te convidou, tudo acaba sendo publicado de uma forma ou de outra.

Sem entrar no quesito da perda de privacidade, e nem discutir o tema “O que o amor constrói o Orkut destrói...”, porque nos sujeitamos a este constante bombardeio de informações inúteis e muito vezes nocivas? Será nossa natureza fofoqueira? Ou seria uma razão mais profunda e insidiosa?

Outro dia me peguei mandando uma mensagem de texto de 435 linhas para a ex pelo celular. Demorei uns 3 dias para escrever tudo e obviamente não obtive resposta (como dizem, celular na mão de bêbado é arma...). Afinal de contas quem tem paciência para responder mensagens gigantescas de ex-namorados pentelhos?

Porem, em termos de pegação, Orkut e MSN são o que existem de mais high tech no mercado de copulação. Tenho uma teoria sobre isso. Acho que a grande graça destes meios indiretos de comunicação é que permitem que você seja mais ousado. Afinal de contas, você tem um tempo para bolar aquela resposta super interessante, e a senhorita do outro lado não precisa saber que você ta semi-bêbado de cueca e quase babando em cima do teclado.

Por isso a galera fica ousadíssima em formato eletrônico. Promete besteira, fala sacanagem, marca programas que ficam só no cyber. Tudo isso sem precisar olhar na cara da mulher e ver aquele olhar chocado de: “Caralho... esse cara é sem NOCAO!”.

E este “efeito ousadia” afetam as mulheres também. Aquela garota timidazinha e santinha de 1,65 m que você levou uma hora e meia para pegar no Rio Cenário é a primeira a mandar um MSN:

“Quero te chupar todinho!”

Alem disso, você sempre tem um tempinho para bolar aquela resposta inteligente. Você pesa mais o que você fala, e sai menos merda do que o usual.

Por estas e outras estes instrumentos criam infinitas possibilidades para quem ta querendo conduzir múltiplos relacionamentos sem muito significado. A própria natureza da mídia, não exige muito envolvimento emocional, e permite que você mantenha um histórico das conversas e dos programas para posterior consulta...

Enfim, não cheguei a uma resposta sobre o assunto, mas como dizem no velho ditado “Passarinho que come pedra sabe o Orkut que tem!”.

Qual a boa?

Tinha uma “amiga” que morava em Minas. Uma vez, num bate papo pelo MSN, ela me falou que tinha me definido em uma frase.

Perguntei para ela: “Que frase?” Ela respondeu de primeira. “Qual a boa?”

Realmente, tenho de confessar que venho buscando a quase 30 anos o Santo Graal da noitada perfeita. Percorri inúmeras cidades neste belo pais, do Rio Grande do Sul até a Bahia, sempre correndo atrás da “night” perfeita. E em todo lugar que parávamos, era a mesma pergunta.

“Filhote... Qual a boa?”

“Gata! Qual a boa?”

“Irmaozinhooooow! Quanto tempo! Qual a boa?”

“A Boa” se tornou um conceito místico, que abarcava todos os elementos que tornam uma noitada interessante. Aventura, espontaneidade, descoberta, birita e zoação. Corremos atrás da “Boa” mesmo sem saber exatamente o que era, convictos de que isto nos seria revelado assim que a encontrássemos.

Levamos o conceito até mesmo a terras internacionais e tivemos de readaptar o discurso:

“Hey Dog! What’s the good?”

Durante todo este tempo de busca descobri muitas coisas interessantes, e acumulei muitos casos engraçados, trágicos e elucidativos sobre a natureza humana e a essência da fanfarronice. Porque no fundo, o que buscamos é o momento de descontração perfeita, junto com a potente droga da descoberta de algo novo, aliado a adrenalina de não ter idéia do que estamos fazendo no momento.

Enfim... queremos saber... Qual a boa?... Chega de papo filosofia por hoje, e vamos as historias.

P.S. Todos os personagens aqui são fictícios e por isso tivemos de mudar os nomes para preservar os inocentes. :-)