quarta-feira, 25 de novembro de 2009
Fanfa Creonte
Porem, quem vive a vida a 300 kph, é acometido ocasionalmente de um momento de fraqueza e faz uma besteira ou duas com os amigos. Pois bem, esta é a historia por trás de uma das besteiras, mais famosas perpetradas pelo nosso protagonista.
Vamos aos fatos. Nesta época, o Fanfa Pad era localizado em Ipanema, e era um pequeno quarto e sala que servia como quartel general para as fanfarronices do nosso herói. Pois bem, um grande amigo do Fanfa, que chamaremos de J morava um pouco distante da Zona Sul (na verdade ele morava longe pra caramba...), embora freqüentasse sempre as noitadas de Ipanema, pois trabalhava junto com o Fanfa.
Algumas palavras sobre o J. Poderíamos categorizá-lo como o fanfarrão mais cara-de-pau do Rio de Janeiro. Ele nasceu com um gene faltando no departamento timidez, e por causa disso, não tem papas na língua. Como o Fanfa, esta sempre nas noitadas, saindo direto, adora festas, e pega geral. Em outras palavras... Não é difícil de imaginar por que se tornaram grandes amigos.
No caso do J, dado que morava longe, era comum que na sexta feira, trouxesse a sua mochila para o trabalho, e pernoitava no Fanfa Pad após uma noitada ou duas. Nesta sexta, era exatamente isso que eles tinham planejado fazer.
A “night” começou no show de um amigo do J. Em tempo recorde a nossa dupla dinâmica, concluiu que estavam num local pouco propicio para a “chegação”, pois o show só atraiu homens e mulheres das mais esquisitas (embora o duo não seja exatamente conhecido pelo seu criterioso processo de seleção ao se mesclar com o publico feminino).
Objetivos como são, logo decidiram partir para um local mais propicio para a noitada. Fizeram um pit stop no Fanfa Pad, viraram uns 3 shots de tequila e partiram em direção a uma das noitadas mais infames do Rio de Janeiro, a Mariuzin.
Um comentário a parte para quem não conhece a Mariuzin. O lugar é bizarro. Ha quem jure que as portas daquela boate são um portal para uma dimensão paralela aonde todas os eventos mais estranhos do Rio se concentram. La, tudo o que pode acontecer, acontece e o que não pode... também! Já fui testemunha a tantos acontecimentos esquisitos no local, que por si só já encheriam um post.
Para exemplificar e resumir o clima do local, digamos apenas que existe uma lenda urbana (há quem jure que é verdade) de que o gelo dos drinks do inferninho são feitos de água misturada com formol, etanol e outras substancias alucinógenas. Portanto, um drink da Mariuzin seria o suficiente para te levar aos céus (ou ao inferno) em tempo recorde. Acredite se quiser...
Nossos dois heróis, já chegaram devidamente calibrados no local e rapidamente passaram para aquele lugar “para lá de Marraquesh”. E como comumente acontece com estes dois, em menos de 5 minutos estavam separados conversando com meninas distintas.
Tradicionalmente, se encontrariam no final da noite para voltar para casa trebados e de taxi (o Fanfa é consciente e não dirige bêbado). Porem, naquela noite, já estavam transtornados muito antes de entrar na boate. Alguns drinks após, estavam naquele estado em que a memória de curto prazo dura exatamente 12 minutos e 17 segundos.
O Fanfa estava num daqueles dias, conversando com todo mundo e jogando o famoso e patenteado Fanfa-Charme para cima das meninas do local. Porem, logo encontrou uma certa mineira, a quem já conhecia de outros carnavais. Imediatamente ele se animou, abriu um sorriso imenso, e começou a conversar com a menina animadamente. Ela por sua vez, encontrava-se também bastante interessada no Fanfa.
Conversa vai, conversa vem... acontece finalmente um beijo! Imediatamente ele esqueceu completamente do pobre J. Conforme a “ficada” começava a esquentar, ele percebeu a oportunidade de terminar a noite em sua casa. Faz a sugestão que foi prontamente aceita, com resquícios de um sorriso malicioso por parte de sua parceira.
Estavam pagando as contas, e o Fanfa nem lembrava que seu amigo sequer tinha aonde dormir naquela noite. Pensava apenas em chegar em casa para curtir um fim de noite com a sua gata. Alias, o Fanfa Pad era um quarto e sala na época, então mesmo que lembrasse do seu amigo J, não teria aonde armazená-lo em seu apartamento naquela noite.
Eis que, ao se encaminhar para a saída deu de cara com o J. Imediatamente o seu cérebro debilitado pela bebida começou a pensar.
“Caralho! O que o J ta fazendo aqui? Ele veio comigo? Não posso levar ele junto. Mas também não posso deixar o cara ae. Ele certamente não tem como voltar para casa. Quanto custa um taxi até a casa dele? Será que tem cerveja no freezer? No mínimo tenho de ajudar o cara a sobreviver a noitada. Vou deixar com ele todo o meu dinheiro... fato que ele se vira fácil...”
“Todo o seu dinheiro” na verdade se resumia a vultosa soma de R$ 13. Mas o Fanfa bêbado sempre acha que R$ 13 resolve qualquer problema na noitada, ignorante do obvio fato que um taxi até a casa do J seria mais próximo de uns R$ 100 e algumas horas de viagem de taxi.
Se aproximou do J com umas notas na amassadas na mão (porque dinheiro de bêbado é sempre amarrotado?), apertou a mão dele, e sussurrou no seu ouvido:
“To indo pra casa com a mulher, pega esse dinheiro ae pro taxi”
Na verdade, foi isso que ele pensou ter sussurrado. O que o J ouviu foi isso:
“Tooshe idding prrrqa cassh. Dinhhheirroo taiiishiiiiii”
Digamos apenas que comunicação não é o ponto forte de embriagados.
J ficou olhando para o dinheiro com uma cara de absolutamente embasbacado e levou alguns minutos para chegar a conclusão de que fora abandonado. Na sua mente bêbada ponderava as possibilidades. Não tinha aonde dormir, não tinha dinheiro o suficiente para voltar para casa, estava em Copacabana e eram 4 da manha. Estava bêbado e FUDIDO!
Subitamente avistou uma amiga de colégio que não via a anos entrando em um taxi.
Eis que teve uma idéia tão absurda que só pode fazer sentido na mente do J trebado. Aproveitando a oportunidade ele entra dentro do taxi com ela, se reapresenta (“Oi! Se lembra de mim???”) e de alguma forma surpreendente (haja lábia...) ele consegue convencê-la que precisa de um local para dormir.
Agora... a pergunta é... COMO ELE CONSEGUIU ISSO?
Recapitulando, ele tinha acabado de reencontrá-la depois de anos sem vê-la. Tinha zero intimidade com ela, e eles não estavam sequer ficando. Só posso imaginar que ela estava indo com uma amiga para a casa e aparentemente tomou dó da situação do J-mendigo-sem-ter-aonde-dormir, e resolveu acolhe-lo numa espécie de boa ação para melhorar o seu carma.
Depois de apresentá-lo para a sua mãe (imagino o que a mãe dela estava pensando quando viu o J mendigando um espaço para dormir). Instalou o tremendo cara-de-pau no sofá da sala e foi dormir satisfeita de que tinha feito a sua boa ação do dia.
Pulemos para o dia seguinte...
Fanfa acorda com uma ressaca braba em sua cama. Já tinha deixado sua mineira em casa as 8 da manha. Olha para o relógio, e são 13 horas. Boceja, levanta para beber uma água, e de repente lhe ocorre;
“CARALHO! CADÊ O J???? ESQUECI DO MULEKE!!!! CACETE CADE ELE???”
Corre desesperado para o seu celular e disca nervosamente o telefone de seu amigo. Toca uma vez, duas vezes, e ele ouve a voz de J calmamente atendendo no outro lado;
“Alo?”
“Caralho irmão!!! Você ta vivo? Aonde você esta? O que aconteceu com você? Ta no hospital? Chamo a policia? Uma ambulância?”
Com uma risada tranqüila o J responde.
“Ralaxa cara... estou aqui almoçando com uma amiga e a mãe dela... Já estou passando ai para pegar minhas coisas... Você é muito estressado rapaz...”
Moral da historia... Nunca confie num amigo com tesão, certamente ele vai te deixar na mão...
quinta-feira, 5 de novembro de 2009
Fim de Semana Tipico na Vida do Covs
Cinema e soninho agarrado com a senhorita Covas...
Sábado
Acorda cedo, corre na praia, e traz o café da manha da senhorita Covas na cama. Saem para a praia/shopping para matar tempo até o almoço. Almoça com mamãe Covas e papai Covs.
De noite, cinema e soninho agarrado com a senhorita Covas...
Domingo
Acorda cedo, corre na praia, e traz o café da manha da senhorita Covas na cama. Saem para a praia/shopping para matar tempo até o almoço. Almoça com mamãe Covas e papai Covs.
De noite, cinema, e logo após leva a senhorita Covas para casa...
[comentário do Fanfa]
“CARALHOWWWW que TÉDIIIIIOOOO!”
sexta-feira, 2 de outubro de 2009
Fim de Semana Típico na Vida do Fanfa
Sexta Feira
Acorda com sono e uma leve ressaca do bar da noite anterior. Tinha um aniversario de uma amiga de uma amiga, mas hoje tem trabalho. Come um café puro com pão seco pois esqueceu de fazer as compras de novo e o Fanfa Pad ta sem comida... de novo...
Chega atrasado no trabalho...
Durante o dia, já vão pipocando uns MSNs, emails, e mensagens de texto com uma ou outra idéia de noitadas.
Umas mais pacatas:
“Fala irmão! Tem festa na casa do O. hoje? Vai bombar... ta afim? Convida umas amigas!”
Outras mais ousadas.
“Vinho tinto e lingerie? Combinam?”
O Fanfa tenta evitar se comprometer com qualquer programa, pois ele sabe que de acordo com o Processo Aleatório (papo para outro post...), decisões com antecedência nunca dão certo. Alem do que ele gosta de saber o que todo mundo vai fazer antes de decidir.
Luta contra todas as forças para permanecer acordado e para sobreviver a reunião de fim de tarde na sexta feira (AFINAL DE CONTAS QUEM FAZ REUNIÃO NA SEXTA FEIRA A TARDE?!?!?).
Chega em casa exausto, esta acordado desde as 6 hs.
Pensa em dormir.
Liga o som no maximo.
Esquece de dormir, o sangue já esta efervescendo, e começa a ficar irrequieto. Quer sair, ver gente, bater papo. O Fanfa é basicamente um animal social, apesar de morar sozinho ele odeia ficar sozinho.
Aleatoriamente, ele seleciona um dos programas da noite e abre uma cerveja para tomar durante o banho. Toma banho com o som no maximo, e cantando (de acordo com os seus vizinhos, ele canta muito mal...).
Sai, bebe todas, zoa, beija alguém e chega em casa as 6 da manha (24 hs acordado até agora), preferencialmente acompanhado de uma bela menina (ou simplesmente acompanhado de uma menina não tão bela assim...)
Sábado
Depois de dormir 2 hs algum amigo o desperta para a praia...
“Fanfa! Desce ae... vamos para o Pepe... Mulherada forte na praia...”
O Fanfa suspira fundo, reclama um pouco da vida, e acorda com uma brutal ressaca. Sua cabeça girando, toma café da manha de sanduba natural engolido as pressas para enganar o enjôo, com dois Engovs e um guaraná no quiosque do Pepe. E segue para a praia fazer sua social.
O Fanfa nunca bebe na praia, é contra sua religião.
Chega em casa, come uma pizza do Dominos (é a base da sua pirâmide alimentar), e dorme mais umas 3 horas em preparação para a noitada de sábado.
O Fanfa nunca fica com alguém no sábado, é contra a sua religião.
Porem ele nunca deixa de sair. De acordo com o Fanfa, sábado é dia de sair com os amigos, zoar, contar as historias da semana e aproveitar a vida em geral.
Sai, bebe todas, zoa, beija alguém (ueh?? Não era contra a sua religião???) e chega em casa as 6 da manha (48 horas até agora, com 5 horas de sono e alimentação precária). Preferencialmente acompanhado... Bom! Vocês já entenderem né?
Domingo
Depois de dormir 2 hs algum amigo o desperta para a praia...
“Fanfa! Desce ae... vamos para o Pepe... Mulherada forte na praia...”
Ele acorda domingo passando mal, dor de cabeça, dor de estomago, enjôo, ressaca moral... TUDO QUE VOCE PODE IMAGINAR!
Final de tarde rola um chopp para arrematar o Domingo, e um jantar de bolinhas de queijo no Devassa da praia da Barra.
O Fanfa nunca sai no Domingo, é contra a sua religião.
Chegando em casa ele pensa:
“Graças a deus... Amanhã é segunda! Vai dar para descansar um pouco!”
quinta-feira, 17 de setembro de 2009
Independência ou Morte!
Vamos parar por um segundo para analisar uma questão extremamente polemica. De acordo com 94,35% das minhas amigas mulheres, independência é um fator que a maioria dos homens acha indesejável nas mulheres, pois temem uma mulher independente.
Não posso deixar de achar isso estranho dado que sempre foi algo que eu valorizei muito nas raríssimas mulheres em que encontrei esta característica. Até porque mulheres realmente independentes são tão raras quanto mulheres realmente engraçadas (alias... porque mulheres engraçadas são tão raras? Papo para outro post.)...
Porem desde a revolução cientifica, a revolução industrial e a revolução feminista, que as mulheres são cada vez mais incentivadas a serem independentes e “modernosas”.
Se me perguntarem, é um tremendo de um presente de grego essa independência toda. Agora, alem de todos as clássicas inconveniências de ser mulher (depilação, maquilagem, menstruação, dor do parto, etc... Nascer mulher é um carma!) vocês ganharam as clássicas inconveniências de ser homem (ter uma carreira bem sucedida, ser competitivas, ganhar dinheiro, etc...) e ainda por cima perderam todas as benesses que tinham em compensação (alguém te protegendo, mandando flores, pagando a conta, abrindo as portas, etc).
Porem, como amante incondicional da liberdade que sou, entendo este movimento. Acredito que o valor do “ser livre” é inestimável e nenhum preço é grande demais para conquistá-lo.
Mas vamos refletir um pouco mais sobre isso. O grande perigo da independência quando levado ao seu extremo, é que ela vira individualismo. Este problema é mais comum no homem do que na mulher.
Vide o Tio Sukita que com 40 anos anda saindo com uma menina de 22 anos, e nunca perde uma micareta. Ele só anda com os universitários e toda a vez que uma menina fala a palavra namoro ele tem de tomar um calmante.
Essa cara do individualismo é marcado por não querer se amarrar a ninguém (alguém lembrou do Fanfa?), nem depender de ninguém. Normalmente preferem morrer de fome e de lisura do que pedir ajuda (ou informações sobre como chegar no supermercado).
Acho que não é a toa que ambos os termos começam com “ind”. Então fiz um breve resumo da visão dos nossos dois heróis, Fanfa e Covs, sobre o tema, particularmente no que tange as nossas interações com o mundo feminino.
“Fanfa, o que você acha sobre o assunto independência?”
“Independência é essencial. A minha independência é claro... alias... para que exista a minha independência tem de ter a independência delas também. Afinal de contas, se ela ta grudando direto, não rola... preciso do meu espaço, do meu tempo... nada de ficar me ligando muito ou mandando mil mensagens de texto, muito stress.”
Nisso o Covs retruca animadamente;
“Caraca irmão, pela primeira vez na vida concordo com o Fanfa. Mulheres independentes são o que há! Odeio a menina que fica sempre grudando, e não consegue pensar/fazer nada sozinha. O namoro tem de ser entre duas pessoas independentes, uma troca entre iguais...”
E o Fanfa retruca:
“Quem falou em namoro seu imbecil? Tamos falando de independência!”
“E você acha que não pode ocorrer um namoro entre pessoas independentes? A escolha do compromisso é o que faz...”
“bla bla bla bla.... Já reparou que quando perguntam se você ta namorando e você responde que ta solteiro normalmente respondem:
[Aproveita Fanfa! O tempo passa rápido. Ai que saudades da minha época de solteiro...]
Quando foi a ultima vez que te falaram?
[Grande Covs! Você ta namorando? Aproveita irmão, ai que saudades da época em que namorava.]”
Silencio do Covs que continua encarando o Fanfa com uma cara de ódio puro...
Tive de intervir para manter a paz. Porem, logo a discussão se deu em termos mais amigáveis e fizemos a seguinte pergunta:
Será que existem mulheres realmente independentes?
De acordo com o Fanfa e o Zeca Pagodinho: “Nunca vi nem comi, eu só ouço falar.” (fonte: Caviar by Zeca Pagodinho).
Não concordo com eles. Até porque a alguns poucos meses atrás conheci uma bela senhorita que se encaixa perfeitamente no quesito de mulher independente e que mecheu muito comigo. Somente isto ja serviria de contra exemplo para a teoria de não existem mulheres independentes.
Porem tenho de admitir que as mulheres verdadeiramente independentes são raríssimas. Diria que quase nunca ocorrem in natura, pois para ser independentes elas tem de ir contra muito do que a sociedade prega como correto para “meninas boas”.
Porem, depois de muita discussão e indecisão conseguimos chegar a pelo menos uma conclusão. A pior independência é a falsa independente (F.I.).
Vocês todos já conheceram, aquela menina com discurso pos-moderno e progressista. A F.I. não quer se atar, ela esta vivendo um “momento dela”. Ela também não precisa de nenhum homem e ela... “tipo assim... me basto... saca?”. Ela é bonita, ganha o seu próprio dinheiro, tem cabeça feita, e sabe o que quer, e NUNCA vai deixar um homem entrar entre ela e uma amiga.
Só que ela esconde um segredo horrível. Sempre que a F.I. conhece um Fanfa genérico, e ela se derrete toda. Voltam todas as noções românticas com relação a encontrar o seu príncipe encantado e o seu casamento de véu e grinalda.
Enfia a faca na amiga apaixonada, corre atrás do carinha, usa de todos os artifícios e em tempo recorde, ela vira um grude.
Coerência neh meninas?
Fica um recado, para as feministas de plantão, cuidado com essa historia de pregar igualdade. Um dia acabam conseguindo exatamente o que vocês vem pedindo...
sexta-feira, 28 de agosto de 2009
Intimidade é uma m...
“Saca essa... tava no motel com a menina e rolou aquele sexo selvagem, desinibido. Tudo que você pode imaginar. A garota parecia um manual de instrução que tinha saído direto do Kama Sutra. Era por cima, por baixo, pela frente, por trás, pelos lados... Resumindo... química pura...”
“Depois de ter rolado tudo o que tinha que rolar estávamos deitados, satisfeitos e cansados, rolando aquele carinho pós-coito e resolvi convidar ela para tomar um banho comigo. E ai, do nada a mulher me manda essa:”
“- Banho? Haaaaaaa não... banho é uma coisa muito intima!”
Neste momento, todos riram. E uma menina da mesa levantou:
“Perai! Mas é intimo mesmo... eu não tomo banho na frente de ninguém...!”
Pronto! Estava armado a balburdia, discussão e discórdia. O que se seguiu foi uma discussão extensa sobre o que constitui ou não intimidade. Afinal de contas, existe algo mais intimo do que sexo ?!?!?
No final das contas chegamos a conclusão que a famosa situação de cagar ou não de porta aberta na frente de um terceiro era sim mais intimo do que o sexo (e muito mais desagradável). Junto a essa situação unânime agrupamos o pum compartilhado, e outros pontos desagradáveis da intimidade.
Porem, o banho foi a linha divisória. Algumas pessoas consideram o banho como uma atividade extremamente intima e outras não. E o Fanfa? O Fanfa nunca tinha parado para pensar no fato, até porque ele não entendia direito como funciona esse negocio de intimidade.
Existe aquele famoso dito popular: “Intimidade é uma merda!” Mas seria mesmo? E mais importante, qual o efeito que a intimidade tem sobre sexo (que é o que nos interessa como homens em geral)?
Normalmente, homens que somos, vivemos apavorados de intimidade. Pois ela é prima do famoso compromisso, que pira a cabeça de qualquer Homo Sapiens de gênero masculino. Porem existiria algo que redimisse aquela questão sobre a intimidade?
Eis que o Covs se manifesta:
“Cara... se liga... intimidade não é sempre ruim. Ter alguém do seu lado que você não precisa ficar se preocupando 24 horas se esta te julgando ou não é sempre bom. Isso sem contar que a mulher já sabe o que você gosta, cada um conhece o corpo do outro, rola aquele carinho gostoso, aquele soninho de conchinha, etc... sexo com intimidade é a melhor coisa que tem...”
E o Fanfa responde:
“Falou o cara que não consegui ficar com uma garota 3 vezes sem namorar...”
Extensas risadas depois e o Covs tentando futilmente se justificar ponderei sobre a verdade por trás de suas palavras. Creio que intimidade tenha tudo a ver com conforto. E conforto, obviamente é importante para o sexo...
Logo em seguida o Covs lembrou bem de uma ex-namorada dele que todos conhecemos que nunca estava a vontade com ela mesma. Parecia que a menina estava sempre se recriminando. Apesar de ser muito bonita, sempre se sentia mal. Malhava como uma condenada, apesar de ter um corpo muito belo, e sempre se achava gorda (alias, toda a mulher acha isso neh?).
A sensação constante de que estava sendo julgada sempre a perseguia e ela nunca conseguiu ficar a vontade. Neste caso, nem a intimidade resgatou ela dessa situação e eles acabaram terminando.
Como a intimidade se relaciona diretamente com conforto, normalmente é a mulher que tem suas exigências com relação a intimidade. Mulheres necessitam muito mais de conforto na hora do rala e rola do que os homens. Ou não?
Foi se seguindo horas e horas de discussão sobre intimidade, sexo e as mulheres... então sem chegarmos a muita conclusão final sobre o assunto, e com a hora começando a ficar tarde. Um silencio se apoderou da mesa.
Neste momento, olhando para o relógio com um pequeno sorriso sacana, o Fanfa vira para nós e exclama:
“O papo ta muito bom... Mas tenho de lançar a pergunta... Qual é a boa?”
quarta-feira, 19 de agosto de 2009
Apresentando o Covinhas e o Fanfa
O Fanfa obteve o seu nome pela própria natureza da sua personalidade. Fanfa é derivado de fanfarrão, o que sucintamente o define por completo. Um atípico boêmio carioca, dizem que o Fanfa era um mero mortal, mas que ganhou seus super-poderes fanfarronicos quando recebeu um pé na bunda da namorada por quem era completamente apaixonado. Desde então, nunca mais quis saber de compromisso e vive de “night” em “night”.
É aquele cara frenético que todo mundo liga para saber “Qual é a boa?”. Ele conhece todo mundo, e todas as festas que estão rolando. Esta sempre com um chope na mão, e jura que nunca vai casar. Vocês devem conhecer uma figura assim, é o famoso onipresente (“Você ta em todas ein?”).
Normalmente, anda acompanhado de um caso novo, a tal ponto que as namoradas de seus amigos (que sempre odeiam quando o Fanfa os leva para a noitada) já cansaram de tentar ser amigas das meninas (“Vou esperar um pouco para ver se vinga... não quero nem conhecer essa ai, semana que vem já é outra mesmo...”).
Já o Covinhas (ou Covs, como ele é chamado pelo Fanfa) é o melhor amigo do Fanfa, e é a sua perfeita imagem espelhada. Extremamente parecido, porem oposto em todos os aspectos. Ele esta sempre namorando, é um rapaz quieto, que embora goste de sair, não é muito falante nem muito extrovertido. Dizem que o Covs só beijou alguém um dia por causa das suas covinhas que lhe dão um ar infantil que é... “tão fofinho...meu deus!”.
De acordo com o Fanfa, o Covs é meio viadinho, completamente liso, e só sai de casa quando ele insiste muito. De acordo com o Covs o Fanfa é um alcoólatra fanfarrão que tem um enorme problema de auto-estima e esta constantemente tentando se auto afirmar através de uma seqüência aleatória de relacionamentos sem compromisso.
Se me perguntarem, acho que a verdade sobre os dois é um pouco aquém das suas opiniões mutuas. Se perguntarem para eles, não sabem explicar porque são amigos, exceto pelo fato que amizade não se explica.
Estes serão os protagonistas de grande parte das historias do blog, e figurarão como os nossos guias na exploração da complicada natureza humana e sua busca pela “Boa”. Pela propria essência da sua personalidade, o Fanfa é protagonista da maior parte das historias, porem ele não seria ninguém sem o seu fiel escudeiro Covs.
Alem disso ambos são grandes amigos meus, porem ainda não sabem que eu estou publicando as suas historias na internet. Se o blog fizer sucesso eu conto para eles...
quinta-feira, 13 de agosto de 2009
"Da natureza do meu Orkut"
Em primeiro lugar, solteiro no Rio de Janeiro, não pode ficar sem Orkut e MSN. São ferramentas essenciais na farpação moderna. Qualquer solteiro que se preze, já se encontrou trocando idéias com uma gatinha pelo Orkut, ou mandando aquele MSN esperto no meio do trabalho, ou até mesmo uma mensagem de texto via celular.
Porque o sucesso estrondoso destas convolutas formas de comunicação?
Uma das conseqüências desagradáveis da nossa era da comunicação é o fato de que nada mais fica escondido. Seja a noticia que a sua ex-namorada esta grávida (de outro homem... UFA!) ou a historia do aniversario daquele seu “amigo” que não te convidou, tudo acaba sendo publicado de uma forma ou de outra.
Sem entrar no quesito da perda de privacidade, e nem discutir o tema “O que o amor constrói o Orkut destrói...”, porque nos sujeitamos a este constante bombardeio de informações inúteis e muito vezes nocivas? Será nossa natureza fofoqueira? Ou seria uma razão mais profunda e insidiosa?
Outro dia me peguei mandando uma mensagem de texto de 435 linhas para a ex pelo celular. Demorei uns 3 dias para escrever tudo e obviamente não obtive resposta (como dizem, celular na mão de bêbado é arma...). Afinal de contas quem tem paciência para responder mensagens gigantescas de ex-namorados pentelhos?
Porem, em termos de pegação, Orkut e MSN são o que existem de mais high tech no mercado de copulação. Tenho uma teoria sobre isso. Acho que a grande graça destes meios indiretos de comunicação é que permitem que você seja mais ousado. Afinal de contas, você tem um tempo para bolar aquela resposta super interessante, e a senhorita do outro lado não precisa saber que você ta semi-bêbado de cueca e quase babando em cima do teclado.
Por isso a galera fica ousadíssima em formato eletrônico. Promete besteira, fala sacanagem, marca programas que ficam só no cyber. Tudo isso sem precisar olhar na cara da mulher e ver aquele olhar chocado de: “Caralho... esse cara é sem NOCAO!”.
E este “efeito ousadia” afetam as mulheres também. Aquela garota timidazinha e santinha de 1,65 m que você levou uma hora e meia para pegar no Rio Cenário é a primeira a mandar um MSN:
“Quero te chupar todinho!”
Alem disso, você sempre tem um tempinho para bolar aquela resposta inteligente. Você pesa mais o que você fala, e sai menos merda do que o usual.
Por estas e outras estes instrumentos criam infinitas possibilidades para quem ta querendo conduzir múltiplos relacionamentos sem muito significado. A própria natureza da mídia, não exige muito envolvimento emocional, e permite que você mantenha um histórico das conversas e dos programas para posterior consulta...
Enfim, não cheguei a uma resposta sobre o assunto, mas como dizem no velho ditado “Passarinho que come pedra sabe o Orkut que tem!”.
Qual a boa?
Perguntei para ela: “Que frase?” Ela respondeu de primeira. “Qual a boa?”
Realmente, tenho de confessar que venho buscando a quase 30 anos o Santo Graal da noitada perfeita. Percorri inúmeras cidades neste belo pais, do Rio Grande do Sul até a Bahia, sempre correndo atrás da “night” perfeita. E em todo lugar que parávamos, era a mesma pergunta.
“Filhote... Qual a boa?”
“Gata! Qual a boa?”
“Irmaozinhooooow! Quanto tempo! Qual a boa?”
“A Boa” se tornou um conceito místico, que abarcava todos os elementos que tornam uma noitada interessante. Aventura, espontaneidade, descoberta, birita e zoação. Corremos atrás da “Boa” mesmo sem saber exatamente o que era, convictos de que isto nos seria revelado assim que a encontrássemos.
Levamos o conceito até mesmo a terras internacionais e tivemos de readaptar o discurso:
“Hey Dog! What’s the good?”
Durante todo este tempo de busca descobri muitas coisas interessantes, e acumulei muitos casos engraçados, trágicos e elucidativos sobre a natureza humana e a essência da fanfarronice. Porque no fundo, o que buscamos é o momento de descontração perfeita, junto com a potente droga da descoberta de algo novo, aliado a adrenalina de não ter idéia do que estamos fazendo no momento.
Enfim... queremos saber... Qual a boa?... Chega de papo filosofia por hoje, e vamos as historias.
P.S. Todos os personagens aqui são fictícios e por isso tivemos de mudar os nomes para preservar os inocentes. :-)