quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Fanfa Creonte

Bom senhores, esta é mais uma historia do nosso personagem mais famoso. O Fanfa. Tenho de que em condições normais de temperatura e pressão o Fanfa não é creonte (para os que não sabem, creonte é o mesmo que traíra, que para quem não sabe, é o mesmo que fura-olha, que para quem... Porra! Já entenderam neh?).

Porem, quem vive a vida a 300 kph, é acometido ocasionalmente de um momento de fraqueza e faz uma besteira ou duas com os amigos. Pois bem, esta é a historia por trás de uma das besteiras, mais famosas perpetradas pelo nosso protagonista.

Vamos aos fatos. Nesta época, o Fanfa Pad era localizado em Ipanema, e era um pequeno quarto e sala que servia como quartel general para as fanfarronices do nosso herói. Pois bem, um grande amigo do Fanfa, que chamaremos de J morava um pouco distante da Zona Sul (na verdade ele morava longe pra caramba...), embora freqüentasse sempre as noitadas de Ipanema, pois trabalhava junto com o Fanfa.

Algumas palavras sobre o J. Poderíamos categorizá-lo como o fanfarrão mais cara-de-pau do Rio de Janeiro. Ele nasceu com um gene faltando no departamento timidez, e por causa disso, não tem papas na língua. Como o Fanfa, esta sempre nas noitadas, saindo direto, adora festas, e pega geral. Em outras palavras... Não é difícil de imaginar por que se tornaram grandes amigos.

No caso do J, dado que morava longe, era comum que na sexta feira, trouxesse a sua mochila para o trabalho, e pernoitava no Fanfa Pad após uma noitada ou duas. Nesta sexta, era exatamente isso que eles tinham planejado fazer.

A “night” começou no show de um amigo do J. Em tempo recorde a nossa dupla dinâmica, concluiu que estavam num local pouco propicio para a “chegação”, pois o show só atraiu homens e mulheres das mais esquisitas (embora o duo não seja exatamente conhecido pelo seu criterioso processo de seleção ao se mesclar com o publico feminino).

Objetivos como são, logo decidiram partir para um local mais propicio para a noitada. Fizeram um pit stop no Fanfa Pad, viraram uns 3 shots de tequila e partiram em direção a uma das noitadas mais infames do Rio de Janeiro, a Mariuzin.

Um comentário a parte para quem não conhece a Mariuzin. O lugar é bizarro. Ha quem jure que as portas daquela boate são um portal para uma dimensão paralela aonde todas os eventos mais estranhos do Rio se concentram. La, tudo o que pode acontecer, acontece e o que não pode... também! Já fui testemunha a tantos acontecimentos esquisitos no local, que por si só já encheriam um post.

Para exemplificar e resumir o clima do local, digamos apenas que existe uma lenda urbana (há quem jure que é verdade) de que o gelo dos drinks do inferninho são feitos de água misturada com formol, etanol e outras substancias alucinógenas. Portanto, um drink da Mariuzin seria o suficiente para te levar aos céus (ou ao inferno) em tempo recorde. Acredite se quiser...

Nossos dois heróis, já chegaram devidamente calibrados no local e rapidamente passaram para aquele lugar “para lá de Marraquesh”. E como comumente acontece com estes dois, em menos de 5 minutos estavam separados conversando com meninas distintas.

Tradicionalmente, se encontrariam no final da noite para voltar para casa trebados e de taxi (o Fanfa é consciente e não dirige bêbado). Porem, naquela noite, já estavam transtornados muito antes de entrar na boate. Alguns drinks após, estavam naquele estado em que a memória de curto prazo dura exatamente 12 minutos e 17 segundos.

O Fanfa estava num daqueles dias, conversando com todo mundo e jogando o famoso e patenteado Fanfa-Charme para cima das meninas do local. Porem, logo encontrou uma certa mineira, a quem já conhecia de outros carnavais. Imediatamente ele se animou, abriu um sorriso imenso, e começou a conversar com a menina animadamente. Ela por sua vez, encontrava-se também bastante interessada no Fanfa.

Conversa vai, conversa vem... acontece finalmente um beijo! Imediatamente ele esqueceu completamente do pobre J. Conforme a “ficada” começava a esquentar, ele percebeu a oportunidade de terminar a noite em sua casa. Faz a sugestão que foi prontamente aceita, com resquícios de um sorriso malicioso por parte de sua parceira.

Estavam pagando as contas, e o Fanfa nem lembrava que seu amigo sequer tinha aonde dormir naquela noite. Pensava apenas em chegar em casa para curtir um fim de noite com a sua gata. Alias, o Fanfa Pad era um quarto e sala na época, então mesmo que lembrasse do seu amigo J, não teria aonde armazená-lo em seu apartamento naquela noite.

Eis que, ao se encaminhar para a saída deu de cara com o J. Imediatamente o seu cérebro debilitado pela bebida começou a pensar.

“Caralho! O que o J ta fazendo aqui? Ele veio comigo? Não posso levar ele junto. Mas também não posso deixar o cara ae. Ele certamente não tem como voltar para casa. Quanto custa um taxi até a casa dele? Será que tem cerveja no freezer? No mínimo tenho de ajudar o cara a sobreviver a noitada. Vou deixar com ele todo o meu dinheiro... fato que ele se vira fácil...”

“Todo o seu dinheiro” na verdade se resumia a vultosa soma de R$ 13. Mas o Fanfa bêbado sempre acha que R$ 13 resolve qualquer problema na noitada, ignorante do obvio fato que um taxi até a casa do J seria mais próximo de uns R$ 100 e algumas horas de viagem de taxi.

Se aproximou do J com umas notas na amassadas na mão (porque dinheiro de bêbado é sempre amarrotado?), apertou a mão dele, e sussurrou no seu ouvido:

“To indo pra casa com a mulher, pega esse dinheiro ae pro taxi”

Na verdade, foi isso que ele pensou ter sussurrado. O que o J ouviu foi isso:

“Tooshe idding prrrqa cassh. Dinhhheirroo taiiishiiiiii”

Digamos apenas que comunicação não é o ponto forte de embriagados.

J ficou olhando para o dinheiro com uma cara de absolutamente embasbacado e levou alguns minutos para chegar a conclusão de que fora abandonado. Na sua mente bêbada ponderava as possibilidades. Não tinha aonde dormir, não tinha dinheiro o suficiente para voltar para casa, estava em Copacabana e eram 4 da manha. Estava bêbado e FUDIDO!

Subitamente avistou uma amiga de colégio que não via a anos entrando em um taxi.

Eis que teve uma idéia tão absurda que só pode fazer sentido na mente do J trebado. Aproveitando a oportunidade ele entra dentro do taxi com ela, se reapresenta (“Oi! Se lembra de mim???”) e de alguma forma surpreendente (haja lábia...) ele consegue convencê-la que precisa de um local para dormir.

Agora... a pergunta é... COMO ELE CONSEGUIU ISSO?

Recapitulando, ele tinha acabado de reencontrá-la depois de anos sem vê-la. Tinha zero intimidade com ela, e eles não estavam sequer ficando. Só posso imaginar que ela estava indo com uma amiga para a casa e aparentemente tomou dó da situação do J-mendigo-sem-ter-aonde-dormir, e resolveu acolhe-lo numa espécie de boa ação para melhorar o seu carma.

Depois de apresentá-lo para a sua mãe (imagino o que a mãe dela estava pensando quando viu o J mendigando um espaço para dormir). Instalou o tremendo cara-de-pau no sofá da sala e foi dormir satisfeita de que tinha feito a sua boa ação do dia.

Pulemos para o dia seguinte...

Fanfa acorda com uma ressaca braba em sua cama. Já tinha deixado sua mineira em casa as 8 da manha. Olha para o relógio, e são 13 horas. Boceja, levanta para beber uma água, e de repente lhe ocorre;

“CARALHO! CADÊ O J???? ESQUECI DO MULEKE!!!! CACETE CADE ELE???”

Corre desesperado para o seu celular e disca nervosamente o telefone de seu amigo. Toca uma vez, duas vezes, e ele ouve a voz de J calmamente atendendo no outro lado;

“Alo?”

“Caralho irmão!!! Você ta vivo? Aonde você esta? O que aconteceu com você? Ta no hospital? Chamo a policia? Uma ambulância?”

Com uma risada tranqüila o J responde.

“Ralaxa cara... estou aqui almoçando com uma amiga e a mãe dela... Já estou passando ai para pegar minhas coisas... Você é muito estressado rapaz...”

Moral da historia... Nunca confie num amigo com tesão, certamente ele vai te deixar na mão...

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Fim de Semana Tipico na Vida do Covs

Sexta-feira

Cinema e soninho agarrado com a senhorita Covas...

Sábado

Acorda cedo, corre na praia, e traz o café da manha da senhorita Covas na cama. Saem para a praia/shopping para matar tempo até o almoço. Almoça com mamãe Covas e papai Covs.

De noite, cinema e soninho agarrado com a senhorita Covas...

Domingo

Acorda cedo, corre na praia, e traz o café da manha da senhorita Covas na cama. Saem para a praia/shopping para matar tempo até o almoço. Almoça com mamãe Covas e papai Covs.

De noite, cinema, e logo após leva a senhorita Covas para casa...


[comentário do Fanfa]

“CARALHOWWWW que TÉDIIIIIOOOO!”