Tinha uma “amiga” que morava em Minas. Uma vez, num bate papo pelo MSN, ela me falou que tinha me definido em uma frase.
Perguntei para ela: “Que frase?” Ela respondeu de primeira. “Qual a boa?”
Realmente, tenho de confessar que venho buscando a quase 30 anos o Santo Graal da noitada perfeita. Percorri inúmeras cidades neste belo pais, do Rio Grande do Sul até a Bahia, sempre correndo atrás da “night” perfeita. E em todo lugar que parávamos, era a mesma pergunta.
“Filhote... Qual a boa?”
“Gata! Qual a boa?”
“Irmaozinhooooow! Quanto tempo! Qual a boa?”
“A Boa” se tornou um conceito místico, que abarcava todos os elementos que tornam uma noitada interessante. Aventura, espontaneidade, descoberta, birita e zoação. Corremos atrás da “Boa” mesmo sem saber exatamente o que era, convictos de que isto nos seria revelado assim que a encontrássemos.
Levamos o conceito até mesmo a terras internacionais e tivemos de readaptar o discurso:
“Hey Dog! What’s the good?”
Durante todo este tempo de busca descobri muitas coisas interessantes, e acumulei muitos casos engraçados, trágicos e elucidativos sobre a natureza humana e a essência da fanfarronice. Porque no fundo, o que buscamos é o momento de descontração perfeita, junto com a potente droga da descoberta de algo novo, aliado a adrenalina de não ter idéia do que estamos fazendo no momento.
Enfim... queremos saber... Qual a boa?... Chega de papo filosofia por hoje, e vamos as historias.
P.S. Todos os personagens aqui são fictícios e por isso tivemos de mudar os nomes para preservar os inocentes. :-)
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